Bacia do Araripe, berço da paleontologia do Cretáceo no Brasil.
Do ponto de vista geomorfológico, Silva Santos e Valença, apresentam a Chapada do Araripe como testemunho resultante da erosão, de uma seqência sedimentar com cerca de 600 a 700 metros de espessura depositada nesta extensão em tempos mesozóicos, observando, porém, que a área de posição destes sedimentos transceda em muitos quilômetros os limites da chapada (Silva Santos & Valença, 1968:340). Em 1987, Kellner estudando a ocorrência de um novo crocodiliano na Bacia do Araripe, levanta nova relação de estudos paleontológicos e estratigráficos realizados nesta área: Small (1913), Price (1959), Beurlen (1963, 1971), Braun (1966), Mabesoone & Tinoco (1973), Lima (1978), Campos & Wenz (1983), entre outros. A partir de tais enfoques, oferece a seguinte estratigrafia da Bacia do Araripe: Formação Exu: composta de arenitos fluviais, depositados durante o Albiano médio. Formação Santana: é dividida nos membros Crato (calcário finamente laminado, de origem lacustre, situados na base), Ipubi: gesso, Romualdo: (bancos de calcários e margas, bastante ricos em fósseis, situados no topo). Estes sedimentos são tidos como do andar local alagoano (sensu Brito & Campos, 1983) e do Aptiano Superior Albiano. Formação Missão Velha: é costituída de arenitos e argilas intercaladas com um nível de folhelhos pirobetuminosos (Brito & Campos, 1983). Formação Brejo Santo: formada pela alternância de pelitos e argila avermelhadas e brancas. (Brito & Campos, 1983). Formação Cariri: forma a unidade basal de toda a sequência, situando-se sobre o embasamento cristalino. Trata-se de conglomerádos e arenitos conglomeráticos do Siluriano-Devoniano. Em matéria de paleontologia, Kellner assina-la que a Formação Santana é a mais importante da região, em rasão de diversos fósseis já encontrados, geralmente muito bem preservados. Fonte: diagnóstico da APA, volume 4.
Bacia do Araripe, berço da paleontologia do Cretáceo no Brasil.
ResponderExcluirDo ponto de vista geomorfológico, Silva Santos e Valença, apresentam a Chapada do Araripe como testemunho resultante da erosão, de uma seqência sedimentar com cerca de 600 a 700 metros de espessura depositada nesta extensão em tempos mesozóicos, observando, porém, que a área de posição destes sedimentos transceda em muitos quilômetros os limites da chapada (Silva Santos & Valença, 1968:340).
Em 1987, Kellner estudando a ocorrência de um novo crocodiliano na Bacia do Araripe, levanta nova relação de estudos paleontológicos e estratigráficos realizados nesta área: Small (1913), Price (1959), Beurlen (1963, 1971), Braun (1966), Mabesoone & Tinoco (1973), Lima (1978), Campos & Wenz (1983), entre outros. A partir de tais enfoques, oferece a seguinte estratigrafia da Bacia do Araripe:
Formação Exu: composta de arenitos fluviais, depositados durante o Albiano médio.
Formação Santana: é dividida nos membros Crato (calcário finamente laminado, de origem lacustre, situados na base), Ipubi: gesso, Romualdo: (bancos de calcários e margas, bastante ricos em fósseis, situados no topo). Estes sedimentos são tidos como do andar local alagoano (sensu Brito & Campos, 1983) e do Aptiano Superior Albiano.
Formação Missão Velha: é costituída de arenitos e argilas intercaladas com um nível de folhelhos pirobetuminosos (Brito & Campos, 1983).
Formação Brejo Santo: formada pela alternância de pelitos e argila avermelhadas e brancas. (Brito & Campos, 1983).
Formação Cariri: forma a unidade basal de toda a sequência, situando-se sobre o embasamento cristalino. Trata-se de conglomerádos e arenitos conglomeráticos do Siluriano-Devoniano.
Em matéria de paleontologia, Kellner assina-la que a Formação Santana é a mais importante da região, em rasão de diversos fósseis já encontrados, geralmente muito bem preservados.
Fonte: diagnóstico da APA, volume 4.