Stephen Jay Gould foi um dos grandes nomes da teoria evolucionista moderna. Seus primeiros estudos empíricos, baseados em fósseis de invertebrados e em moluscos, levaram-no a questionar o gradualismo proposto por Darwin em sua publicação "A Origem das Espécies" e o seu conceito de evolução por seleção natural de forma adaptativa e lenta.
A partir de 1972, juntamente com Niles Eldredge, começou a criticar radicalmente o conceito de "adaptação", apontando contradições como as "falhas" de linhagens fósseis que Darwin não conseguia explicar. Gould propunha uma evolução muito diferente, com eventos bruscos como crises, extinções em massa, especiações rápidas, muitas vezes em respostas a alterações climáticas igualmente violentas. Ou seja, literalmente, UM CAOS! Daí o nome "equilíbrios puntuais", a mais famosa contribuição de Gould para a ciência. Ou seja, as mudanças evolutivas ocorrem relativamente rápido quando comparadas aos longos períodos de relativa estabilidade.
Para ele, o homem, ou qualquer outra espécie, são fruto do acaso. "Os seres humanos não são o resultado final de um progresso evolucionista previsível mas mais uma segunda intenção cósmica fortuita, um minúsculo ramo no enorme bosque arborescente que é a vida". (Gould)
Ele ainda defendia que, "se a vida sobre a Terra partisse do zero, mesmo um milhão de vezes, não haveria todas as probabilidades dela produzir um mamífero e ainda menos uma criatura semelhante ao homo sapiens".
Bibliografia sugerida:
Darwin e os grandes enigmas da vida
Vida maravilhosa
Quando as galinhas tiverem dentes
E que Darwin descanse em paz!