terça-feira, 27 de outubro de 2009

Comércio ilegal de Fósseis

A problemática do tráfico de fósseis no Brasil é um tema pouco abordado mas que merece a atenção e INDIGNAÇÃO de todos, e não somente dos paleontólogos. Devemos considerar nossos fósseis como um patrimônio Nacional, cujas leis de proteção existem e devem ser respeitadas!
Absurdos como páginas na web que comercializam fósseis são muito comuns. Mas o pior de tudo são nossos próprios conterrâneos sendo os responsáveis por "exportar" nosso material ilegalmente, e, a grosso modo, "na maior cara dura".
Um exemplo do que têm ocorrido em nossos "afloramentos sem lei" foi publicado na Folha de São Paulo: "Fóssil brasileiro é comercializado em site por 1,2 milhões: quem gosta de monstros pré-históricos e tem R$ 1,2 milhões para gastar pode comprar hoje, pela internet, um dos fósseis mais espetaculares já encontrados no Brasil: o crânio de uma espécie de pterossauro até agora nova para a ciência. Ele foi parar nos EUA, por vias misteriosas. Mas uma coisa é certa: saiu ilegalmente do país. O espécime foi extraído da formação Santana, um conjunto de rochas sedimentares na chapada do Araripe, no Ceará. Está sendo anunciado pelo site americano PaleoDirect, de Altamonte Springs (Flórida)".
Os extrangeiros, no entanto, defendem abertamente o comércio de fósseis e já se beneficiaram cientificamente do contrabando de espécimes brasileiros, tendo descrito um dinossauro do Araripe que saiu ilegalmente para a Alemanha.
O Brasil proíbe a exploração comercial de fósseis desde 1942, mas nunca teve recursos (ou vontade) para fiscalizar suas jazidas fossilíferas, em especial a bacia do Araripe. O resultado é que peixes e crocodilos pré-históricos, dinossauros e invertebrados em geral, têm saído a rodo do país. Os que dão sorte vão parar em um museu, onde pelo menos são estudados. Mas alguns vão para coleções particulares onde estão destinados a adornar a parede de um ricaço, fora do alcance da ciência.

Devemos divulgar a importância desse nosso patrimônio no Brasil e protestar contra toda essa água suja que corre bem debaixo dos nossos narizes.


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